Adult Health Experience with Autism Spectrum Disorder: Self Perception of Functioning in Brazil
 
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Campinas State University - UNICAMP R. Tessália Vieira de Camargo, 126 - Cidade Universitária, Campinas - SP, 13083-887 Brazil
 
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Campinas State University - UNICAMP
 
 
Publication date: 2023-04-26
 
 
Popul. Med. 2023;5(Supplement):A93
 
ABSTRACT
Justificativa e objetivo:
O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por dificuldades persistentes na comunicação e interação social e padrões de comportamento e interesses restritos e repetitivos. Os sintomas podem causar resultados funcionais adversos na vida doméstica, nas relações sociais, bem como dificuldades nas atividades escolares e de trabalho; dependendo de fatores como nível de desenvolvimento, características pessoais, suporte familiar e tratamentos. Funcionalidade e participação social de adultos com TEA são fundamentais para sua qualidade de vida. No entanto, estes ainda são temas relativamente negligenciados na literatura.O objetivo deste estudo é investigar o funcionamento de adultos com TEA, com diferentes níveis de suporte, usando o World Health Disability Assessment Schedule 2.0 (WHODAS 2.0).

Método:
Trata-se de um estudo descritivo de corte transversal. A amostra contém 65 indivíduos diagnosticados com TEA no Brasil, com idade entre 18 e 25 anos, a maioria do sexo masculino, com pelo menos uma comorbidade e renda familiar mensal não superior a 1.128 USD. O WHODAS 2.0 avalia a funcionalidade e a incapacidade nos domínios da cognição, mobilidade, autocuidado, convivência, atividades da vida e participação. Além disso, dados sociodemográficos e clínicos foram coletados por meio de uma pesquisa semiestruturada.

Resultados:
A média amostral (m) para funcionalidade foi de 49,84 com desvio padrão (dp) de 17,4. Do maior para o menor, os escores de funcionalidade/incapacidade por domínio foram: convivência (m:66,9; dp:22,2), atividades da vida (m:63,7; dp:23,8), participação (m:56,4; dp:20,0), cognição (m:48,7; 18,5), autocuidado (m:27,2; dp:22,4) e mobilidade (m:33,1; dp:23,4). A correlação cruzada entre os domínios foi positiva e maior entre os domínios de participação e outros.

Conclusão:
Os resultados sugerem que o nível de participação está relacionado com a funcionalidade na convivência, atividades de vida e domínios da cognição. A deficiência em todos os domínios está alinhada com o comprometimento cognitivo-comportamental e de comunicação dentro do TEA. Esses achados são importantes para o melhor delineamento de políticas de saúde e podem contribuir para promover uma melhor assistência à saúde de pessoas com TEA no Brasil e em outros países semelhantes.

ISSN:2654-1459
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